Beleza infantil: como não exagerar no visual das crianças?

Cuidar da beleza infantil é uma grande satisfação para as mães que gostam de deixar as suas filhas como princesas dos contos de fada. Mas é preciso ter atenção, já que estimular a vaidade infantil é saudável até certo ponto. Quando esse limite é ultrapassado, o exagero começa a ser perigoso e passa a comprometer o desenvolvimento da criança.

O mercado de beleza infantil oferece uma série de produtos específicos para essa faixa etária. São roupas, maquiagens e artigos para cabelo que seguem tendências das passarelas.

Porém, cabe aos pais a tarefa de não estimular a vaidade excessiva e impor limites para não estimular a “adultização” precoce das meninas.

Para entender quais são os riscos que o excesso de vaidade pode ocasionar e não exagerar no visual das suas filhas, continue lendo este post e coloque as orientações em prática:

Os perigos existentes por trás do excesso de vaidade

A vaidade exagerada é capaz de influenciar mudanças repentinas de atitude, por exemplo, quando a menina se recusa a brincar e se divertir com os amiguinhos para não sujar a roupa ou atrapalhar o cabelo com o objetivo de manter-se bela.

Ocorrências como as descritas acima sinalizam um tipo de comportamento que não condiz com a idade e podem ser um sinal de que os cuidados com a beleza infantil estão extrapolando o limite, visto que crianças devem pular e brincar sem se preocupar com a aparência.

Se nenhuma atitude for tomada imediatamente, o hábito pode desencadear futuros transtornos físicos, psicológicos e comportamentais à sua pequena. Conheça os 3 principais:

Rejeição à própria aparência

Enfeitar as filhas, levá-las ao salão de beleza desde muito cedo e estimular a sua vaidade a todo instante, impedindo que elas aproveitem a vida como uma criança, são gatilhos para o desenvolvimento de uma futura rejeição à própria aparência.

A novela A Força do Querer, transmitida pela Rede Globo, mostra o conflito entre mãe e filha (Joyce e Ivana), uma vez que a mãe não aceita a “falta de vaidade” da filha.

Desde pequena, Ivana sofreu pressão para que se tornasse uma cópia mirim da mãe, uma mulher extremamente vaidosa e preocupada com a aparência.

Desconfortável, a personagem não se reconhecia ao se olhar no espelho e, com o passar do tempo, passou a não obedecer às exigências de Joyce para que estivesse sempre impecável, abandonou o uso de vestidos, maquiagens, sapatos de salto e qualquer item relacionado à vaidade feminina.

E mais: para apagar as lembranças dessa fase a qual não se identifica, Ivana rasgou fotos nas quais se via toda produzida e passou a criticar a mãe frequentemente pelo excesso de vaidade.

Nesse enredo, Glória Perez exibe aos espectadores um ótimo exemplo de atenção exagerada com a beleza infantil que, como é de se esperar, acabou não dando certo. O que parecia normal para Joyce trouxe consequências negativas para Ivana. Por isso é fundamental saber distinguir as necessidades de cada fase.

“Adultização” precoce

A vaidade das meninas é desenvolvida na infância. Muitas gostam de brincar com as maquiagens da mãe, calçar sapatos de salto e colocar brincos e pulseiras por pura diversão, sem maldade ou preocupação concreta com a vaidade.

A mãe deve ficar atenta para impedir que a brincadeira se torne uma realidade para a criança. Cobrar um comportamento que limite a diversão ou vestir a filha como uma mulher pode acarretar a “adultização” da criança.

Esse termo corresponde à antecipação do fim da infância, quando — mesmo sem querer ou perceber — os pais impedem que essa fase seja vivida na sua totalidade.

Salientando a recomendação: a beleza infantil deve ser estimulada dentro de um limite benéfico, sem preocupação excessiva. O que deve ser priorizado é a qualidade do aproveitamento dessa fase tão importante na vida de um ser humano.

Preocupação exagerada com a autoimagem

Mães que concedem muita atenção à beleza das suas filhas podem estar contribuindo para o desenvolvimento de um grave problema.

Existem mulheres que se preocupam com a aparência em uma escala tão grande que não conseguem sair de casa sem maquiagem, tornando-se dependentes dos produtos de beleza para manter a autoestima elevada.

Essa peculiaridade pode estar relacionada aos estímulos de vaidade inadequados recebidos ainda na infância. A preocupação constante com a imagem:

  • afeta o desempenho escolar;

  • dificulta o relacionamento interpessoal e a percepção de felicidade;

  • e pode provocar ansiedade, insegurança e transtornos alimentares como anorexia e bulimia, devido à preocupação exacerbada com a aparência e ao desejo de alcançar a perfeição.

Os limites para os cuidados de beleza infantil

Além de tirar o charme da infância, o exagero ao vestir e cuidar da aparência das crianças é responsável pelo desenvolvimento de alguns distúrbios. Para não cometer esse erro e garantir o desenvolvimento saudável até a fase adulta, siga as dicas abaixo:

Busque o equilíbrio

É normal que as meninas despertem o interesse pela vaidade desde cedo. O papel da mãe é orientá-las para que aproveitem a infância com plenitude. Jamais incentive a preocupação precoce com a beleza.

Se for da vontade da criança, permita que ela brinque com produtos de maquiagem infantil e se imagine em um salão de beleza, como costumam fazer, ou até mesmo que ela passe um batom adequado à idade de vez quando, desde que não se torne uma obrigação e possa provocar problemas no futuro.

Imponha limites

Na hora de escolher a roupa para sair de casa, não deixe que a sua filha tome a decisão por conta própria. Crianças não sabem escolher a vestimenta ideal de acordo com a temperatura e, muitas vezes, vão eleger um vestido somente pela beleza da peça, sem levar esse fator em consideração.

Converse e deixe que ela dê opinião. Contudo, mostre que quem define o que usar é você. Lembre-se de manter a vaidade sob controle e de não ceder aos desejos de beleza infantil!

Estabeleça uma idade para iniciar os procedimentos de beleza

Possivelmente, mães vaidosas vão despertar o mesmo fascínio nas filhas, e logo elas vão pedir para esmaltar as unhas ou para alisar os cabelos. Nesse momento você deverá manter o pulso firme para negar o pedido.

Explique que esses procedimentos podem ser tóxicos e causar alergias e que, por isso, não são adequados para crianças. Estabeleça uma idade mínima para iniciar os procedimentos de beleza, mesmo se houver choro.

Evite roupas com conotação sexual

Crianças devem se vestir de acordo com a idade. A beleza pode estar aliada ao conforto e ao bem-estar, mas de forma alguma se deixe atrair por peças que tenham algum apelo sexual, como um decote.

Roupas desse estilo contribuem com a perda da identidade infantil e induzem a “adultização” precoce, sendo totalmente inadequadas.

Com todas essas recomendações, será mais fácil evitar deslizes e não cometer erros.

Agora que você está mais consciente sobre os cuidados necessários quando se trata de beleza infantil, aproveite para assinar a nossa newsletter e receber mais dicas que te ajudarão na criação das suas filhas!

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