Rinite alérgica em crianças: o que eu preciso saber?

A rinite alérgica em crianças sempre é fonte de muitas dúvidas para os pais. Isso porque, por mais que os cuidados sejam redobrados, os filhos continuam a manifestar os sintomas dessa doença e os seus efeitos negativos sobre o bem-estar, sobre o desenvolvimento e até sobre o aprendizado escolar.

Por essa razão, preparamos este post. Vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre esse problema, as suas causas e como preveni-lo e tratá-lo corretamente. Acompanhe:

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica é uma doença respiratória crônica que se manifesta a cada vez (e sempre em maior intensidade) que as crianças que já possuem predisposição genética a manifestá-la têm contato com os alérgenos presentes no ambiente.

Isto é, substâncias que provocam uma desordem no sistema imunológico infantil capaz de gerar reações alérgicas e tornar o organismo hipersensível. O problema afeta não apenas o bem-estar físico, mas também a saúde psicológica das crianças.

Os principais alérgenos são:

  • os ácaros que proliferam em camas, travesseiros e bichos de pelúcia;

  • o pólen das plantas, especialmente na primavera;

  • os pelos que animais de estimação soltam pela casa;

  • e o mofo que surge em ambientes úmidos e quentes (como guarda-roupas) e que é transportado pelo ar.

Além deles, há outros agentes que podem desencadear crises com diversos sintomas por irritar o sistema respiratório nos pequenos mesmo que não sejam, essencialmente, fontes alérgicas, como a poluição e a fumaça de cigarro.

Segundo estudo divulgado em parceria entre fonoaudiólogo e pediatras na revista Cefac, o percentual de crianças na faixa etária de 7 a 14 anos que lidam com a rinite alérgica é de 31,7%, sendo frequente o aparecimento dela em paralelo com outras doenças, como a asma — o que demonstra o impacto negativo desse problema na saúde dos menores.

Quais são os sintomas que os meus filhos podem apresentar?

Os sintomas da doença têm relação com a mucosa nasal, causando obstrução, coceira no nariz, prurido, coriza e espirros frequentes nos seus filhos.

Porém, diferentemente do que ocorre com os adultos, a rinite alérgica em crianças não se manifesta apenas dessa forma, acarretando outras diversas reações no organismo delas, como:

  • irritações oculares e lacrimejamento;

  • coceira na garganta;

  • sensação de “tampão” nos ouvidos;

  • perda do olfato;

  • e fadiga.

Isso acontece porque, como nariz, boca e ouvidos estão conectados, qualquer reação alérgica pode afetar não apenas uma, mas todas as vias aéreas simultaneamente. Por conta disso, esses sintomas podem provocar diagnósticos e tratamentos errôneos.

Mas esses não são os únicos efeitos da rinite alérgica sobre os pequenos. Pelo contrário: aqueles que lidam com crises recorrentes passam a apresentar uma série de prejuízos quanto à respiração, principalmente torná-la oral devido à obstrução e ao congestionamento nasal.

A partir disso, eles começam a roncar diariamente, a desenvolver inflamações na garganta, a ter distúrbios na fala, a diminuir a capacidade pulmonar e a ter dificuldades para dormir regularmente, o que afeta o seu crescimento e o seu desenvolvimento.

Por essa razão, é de suma importância estar atento a toda e qualquer demonstração sintomática de reação alérgica, pois elas vão impactar negativamente a qualidade de vida das crianças a curto e a longo prazo.

Qual é o tratamento da rinite infantil?

Para um correto tratamento, é fundamental que haja um acompanhamento médico feito por um pediatra, seja ele do plano de saúde ou particular. Dessa forma, ele poderá analisar a manifestação dos sintomas e descartar possíveis associações às outras doenças do trato respiratório, como sinusite, asma ou otite.

Fora isso, ele auxiliará a identificar, por meio de testes e exames, quais alérgenos podem ser os responsáveis por provocar as reações que as crianças estão apresentando. Assim é possível evitar o contato com eles.

Feito essas 2 primeiras etapas será indicado um tratamento medicamentoso que pode ser composto por antialérgicos, anti-histamínicos, corticóides e descongestionantes.

Vacinas antialérgicas também podem ser administradas caso o pediatra indique a necessidade delas para complementar o tratamento, visto que as suas aplicações ocorrem por longos períodos a fim de minimizar a hipersensibilidade do organismo.

Há alguma prevenção para a rinite alérgica em crianças?

A prevenção contra a rinite alérgica em crianças também faz parte do tratamento delas, pois é preciso evitar ao máximo o contato entre os menores e os alérgenos para que elas não apresentem reações alérgicas nem tenham uma piora nos sintomas, caso já estejam doentes.

Para isso, a higiene ambiental será um fator decisivo. Afinal, nem sempre é possível eliminar todos os focos causadores de alergia — como os ácaros —, mas pode-se minimizar a interferência deles na saúde dos seus filhos.

Portanto, estabeleça uma rotina de limpeza frequente no seu lar, especialmente nos quartos. Retire, por exemplo, os lençóis de cama, fronhas e edredons a cada 3 dias e troque por peças limpas.

Ursos de pelúcia, brinquedos e almofadas devem ser higienizados semanalmente para retirar a poeira acumulada. Fora isso, o indicado é evitar o uso de cortinas e tapetes, pois, além da sujeira, eles são espaços extremamente propícios para acúmulo de pó, pelos de animais e sujeiras.

Outro ponto importante é que as faxinas realizadas na residência não devem ser feitas com vassouras, pois elas espalham a poeira e outros resíduos pelo ar. No lugar dela dê preferência a um pano úmido ou a um aspirador.

Caso você tenha um pet em casa, é interessante restringir a área de circulação do bichinho para que ele não entre nos quartos. Além disso, manter a tosa dele em dia é indispensável. Já o uso de plantas na decoração deve ser repensado se a causa da reação alérgica for o pólen.

Agora que você já sabe o que é a rinite alérgica em crianças e quais são os principais sintomas que elas podem manifestar, não deixe de seguir nossas dicas para a correta prevenção dos fatores que podem desencadear a doença. Além disso, não se esqueça de fazer consultas periódicas ao pediatra da família para garantir o bem-estar dos seus filhos.

Se você gostou deste post e tem outras sugestões sobre como prevenir a rinite alérgica em crianças, não deixe de compartilhá-las com a gente nos comentários!

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